Vamos direto ao ponto? Flávio Bolsonaro foi ao debate para tumultuar o debate. Ele aproveitou o confronto para não apresentar propostas, para não responder aos questionamentos, mentiu e ainda demonstrou falta de conhecimento sobre os problemas do Brasil.
O candidato do PL apostou no deboche, nas provocações e na confusão. Foi ao debate para gerar cortes nas redes sociais. Uma postura que expõe a diferença entre quem encara o debate como um exercício democrático e quem parece tratá-lo como um palco para lacração.
O eleitor pode escolher: você quer um país com um presidente que respeite a democracia ou um presidente marcado pela desordem e pela lacração?”
Quem é eleitor de Lula percebeu a estratégia. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, há quem considere esse comportamento irrelevante, desde que o candidato provoque o adversário e produza cenas para circular nas redes sociais.
É justamente aí que está o problema: a política deixa de ser uma disputa de ideias e passa a ser reduzida a um espetáculo de ataques e frases de efeito.
Flávio ainda contou com uma arquibancada política de peso da esculhambação, formada por Nikolas Ferreira, Tarcísio de Freitas, André do Prado, Guilherme Derrite, Pablo Marçal, Deltan Dallagnol e Lucas Pavanato. Que plateia, senhores! Esse grupo foi pra sabotar o debate. Pra causar a desordem.
Entre condenações civis, sanções eleitorais, disputas judiciais e procedimentos que exigem esclarecimento, a lista reúne trajetórias marcadas em páginas policiais.
Isso é uma vergonha! Repito, vergonha. Quando se olha no espelho é uma vergonha sem fim. Isso não é um comportamento normal.
Ninguém sai melhor do que entrou, entende? Flávio não consegue se comportar como um candidato. Se fosse meu parente eu teria vergonha.
E Lula não conseguiu fazer frente nas condições que lhe foram apresentadas. Isso é uma constatação.
A pergunta é: essa é a referência de comportamento político que Flávio Bolsonaro pretende apresentar ao país? Você vê Flávio como presidente da república?

Quem diria, um governador de São Paulo, no meio de lacradores. E agindo como tal. “Quem com porcos anda, farelo come”. O ditado serve como um alerta sobre a influência das pessoas com quem você escolhe se relacionar.
As manifestações da plateia e as interrupções durante as considerações finais do presidente Lula contribuíram para um ambiente incompatível com a seriedade exigida de um debate presidencial.

A crítica é quando faltam propostas consistentes, o deboche pode se tornar uma ferramenta para desviar a atenção do que realmente importa.
Se havia um palco onde dois candidatos disputavam os votos dos eleitores, também havia quem se comportasse como palhaço. E, para esse espetáculo, não faltou plateia para Flávio Bolsonaro.
Ao invés de explicar como pretende governar o país, enfrentar os desafios econômicos e sociais ou apresentar soluções concretas, Flávio apostou na provocação como recurso político.
Não se trata de exigir um debate sem confronto. Candidatos devem se questionar, discordar e cobrar explicações uns dos outros. Isso faz parte da democracia. O que não se pode confundir é confronto de ideias com tumulto, nem firmeza política com comportamento infantil.
A lacração pode render aplausos da militância, cortes para as redes sociais e manchetes passageiras. Mas não substitui conhecimento, preparo ou capacidade de governar.
Você já imaginou Flávio Bolsonaro presidente da república agindo dessa forma que nem moleque? Para, pense e imagine.
Você queria um chefe de Estado sendo dissimulado fingido, falso ou hipócrita?
Um candidato à Presidência precisa demonstrar que sabe interpretar os problemas nacionais e tem respostas para eles — não apenas habilidade para provocar o adversário.
O Brasil não precisa de um presidente que transforme a política em espetáculo. Brasília já tem muito disso.
Precisa de alguém capaz de discutir propostas, responder às perguntas e respeitar a importância do cargo que pretende ocupar.
Flávio Bolsonaro pode tentar vender o tumulto como estratégia, mas o eleitor tem o direito de cobrar algo muito mais importante: conteúdo, responsabilidade e preparo para governar.
Flávio Bolsonaro parece mais um influencer de redes sociais em busca de curtidas e engajamento a um candidato à Presidência da República. O agravante é que, nessa encenação, ele representa a pior categoria de influenciador político: aquela que troca propostas por provocações, argumentos por deboche e responsabilidade por espetáculo.
E há um aspecto ainda mais grave: Flávio é alvo de investigações e de acusações que precisam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.
Você não vê um estudioso, um escritor respeitado pela crítica, um cantor consagrado, um artista consagrado pelo público apoiando Flávio Bolsonaro. Mas a gente vê influencer do tigrinho, político condenado, investigado…
Entendeu onde quero chegar com essa análise?
Quem pretende governar o Brasil deve explicações ao eleitorado, não apenas frases de efeito para viralizar na internet.
A Presidência da República não é palco para influencer fazer graça, muito menos para transformar a falta de conteúdo em estratégia eleitoral.