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CARO ELEITOR: LEIA ISSO ANTES DE VOTAR NESTE DOMINGO!

Opinião

Quando o assunto é confiança, o discurso não basta: é preciso avaliar os fatos, as escolhas e as responsabilidades de quem quer governar o Brasil. VOCÊ CONFIA SUA FAMÍLIA NAS MÃOS DE FLÁVIO BOLSONARO?

O último debate presidencial da TV Globo deixou uma mensagem que o eleitor brasileiro não pode ignorar: Flávio Bolsonaro quer ser presidente da República, mas suas próprias relações, suas contradições e suas respostas diante de casos graves exigem explicações claras.

A partir de agora, preste bem atenção para você não votar no candidato errado neste domingo.

Não basta repetir palavras como segurança, família, honestidade e combate à corrupção. Quem pede o voto dos brasileiros precisa demonstrar coerência entre o discurso e a própria conduta. Precisa mostrar que conhece mesmo o Brasil.

Durante o confronto com Lula, Flávio tentou apresentar-se como alternativa moral ao atual governo. Mas moral? Qual moral Flávio tem para falar de alguém?

VOCÊ DEIXARIA O FLÁVIO CUIDAR DOS SEUS FILHOS, DA SUA FAMÍLIA? FAÇA ESSA PERGUNTA PARA VOCÊ MESMO. VOCÊ CONFIARIA A SUA FAMÍLIA ÀS MÃOS DE FLÁVIO BOLSONARO? DEIXARIA A SUA EMPRESA PARA ELE ADMINISTRAR?

O candidato do PL carrega uma série de episódios criminosos que não podem ser apagados por uma boa estratégia de comunicação. Há investigações, negócios controversos, relações financeiras sob apuração e posições políticas criminosas que merecem ser avaliadas por você, eleitor. E digo com rigor.

A relação com Willer Tomaz e as investigações financeiras

A relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz tornou-se um dos pontos mais graves de sua campanha. Investigações da Polícia Federal apontaram viagens internacionais em jatinhos, compra de imóveis com dinheiro vivo, proximidade empresarial com lavagem de dinheiro e indícios investigados pela própria Polícia Federal sobre possíveis vínculos financeiros entre os dois.

A apuração menciona uma empresa offshore e registros que indicariam acesso operacional do senador a uma conta empresarial. Flávio e Tomaz negam irregularidades e contestam a existência de uma relação financeira ilícita.

Flávio e Willer Tomaz usaram dinheiro do INSS para lavar em bets. Isso está documentado pela Polícia Federal.

Flávio usou o dinheiro de aposentados e pensionistas para manter uma indústria do crime. Isso também está comprovado pela Polícia Federal.

Flávio não explica nada. Ele precisa explicar a natureza de seus vínculos com Tomaz, as viagens custeadas por empresas ligadas ao advogado e as circunstâncias que levaram essas relações ao alcance dos investigadores.

O roubo de uma ilha

A disputa pela ilha em Angra dos Reis envolvendo o jogador Richarlison é outro episódio que merece atenção. Em 21 de outubro, o jogador comprou uma ilha por R$ 10 milhões. Só que Flávio e Willer Tomaz roubaram a propriedade. O imóvel está sob posse de uma empresa de Tomaz por decisão judicial, e o caso continua em tramitação.

Você está vendo como Flávio sempre está envolvido com crimes? Faça uma busca no Google e veja você mesmo.

Caso Ana Clara

Flávio integrou a defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de efetuar disparos contra a criança de 5 anos. E ele defendeu o policial envolvido em uma série de crimes na frente da mãe da criança. Em 2024, o senador assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão de levar o policial a júri popular.

No debate, diante da mãe da menina, Flávio afirmou confiar que o policial não havia feito o disparo fatal.

Uma mãe que perdeu a filha diante de um tiro de fuzil teve de ouvir, em rede nacional, o candidato à Presidência reafirmar sua confiança no acusado que ele ajudou a defender.

Moralidade seletiva e o discurso sobre as mulheres

Flávio também precisa responder pela distância entre a imagem de defensor da família que procura projetar e suas declarações e atitudes públicas em relação às mulheres.

Flávio é machista. Já disse que mulher não sabe votar. E você, mulher, vai votar nele?

Flávio é contra mulher trabalhar. E você, mulher, vai votar nele?

Flávio votou contra a licença-maternidade. Você, mãe, vai votar nele?

Flávio zombou da Lei Maria da Penha. Você, mulher, vai votar nele?

Condecorações, homenagens e manifestações de apoio a agentes públicos precisam ser examinadas à luz dos fatos e das responsabilidades de cada caso. Quem concede honrarias em nome do Estado assume responsabilidade política pelas escolhas que faz.

Ele condecorou bandidos. Ele empregou bandidos no próprio gabinete. Ele defende até hoje os mesmos bandidos.

Pegue as fotos de Flávio na internet. Só está rodeado de gente condenada pela Justiça.

VOCÊ AINDA VAI VOTAR NELE?

A democracia depende de eleitores informados. Quando um candidato apresenta números sem contexto, distorce fatos ou tenta transferir aos adversários responsabilidades que também precisam ser examinadas em seu próprio campo político, o cidadão precisa desconfiar do espetáculo e verificar as evidências.

Flávio Bolsonaro não pode ser avaliado apenas pela forma como se comporta diante das câmeras. Sua candidatura precisa ser julgada pelo conjunto de suas posições, por sua trajetória parlamentar, pelas alianças que construiu e pelas explicações que oferece sobre os episódios que o cercam.

O eleitor tem diante de si uma escolha que vai muito além de sobrenomes, slogans e ataques pessoais. Está em jogo o padrão de responsabilidade que será aceito na Presidência da República.

O voto não é um cheque em branco. É uma autorização para governar o país. E essa autorização exige muito mais do que promessas: exige coerência, transparência, respeito às vítimas e compromisso demonstrável com a verdade.

E AGORA, VOCÊ AINDA VAI VOTAR EM FLÁVIO BOLSONARO?

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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