CARTA ABERTA PRA VOCÊ ELEITOR: O DIA SEGUINTE SE FLÁVIO BOLSONARO VENCER
O eleitor precisa olhar além das promessas de campanha e perguntar o que uma mudança de governo significaria para seu emprego, salário, aposentadoria e família.
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Destaque
Você votou em Flávio no primeiro turno. Agora, se ele avançar com sua agenda, terá de encarar as consequências: menos proteção ao trabalhador, pressão sobre salários e aposentadorias e uma disputa pela própria estrutura de direitos garantidos pela Constituição de 1988.
O eleitor precisa olhar além das promessas de campanha e perguntar o que uma mudança de governo significaria para seu emprego, salário, aposentadoria e família.
O candidato quer transformar o vídeo divulgado por Lauro Jardim em munição eleitoral, mas continua sem explicar as próprias relações com Daniel Vorcaro, o dinheiro do Dark Horse, os recursos enviados aos EUA e a hospedagem em imóvel ligado ao círculo do banqueiro.
O deputado que adora posar de fiscal da moralidade não explica sua própria relação com as aeronaves de Daniel Vorcaro. Aliás, um tremendo fujão.
É, no mínimo, muito estranho. No domingo, na Paulista, Flávio Bolsonaro fez declarações que pareciam antecipar o que aconteceria nos dias seguintes — e falou em tom de quem já esperava uma virada. Agora, Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia Federal. Tarcísio se posiciona e comemora. Nikolas também aparece com declarações que entram no mesmo roteiro. São peças demais se encaixando ao mesmo tempo. A sequência dos acontecimentos levanta uma pergunta impossível de ignorar: eles estavam apenas apostando politicamente no que poderia acontecer ou já tinham conhecimento do que estava por vir?
Governador transforma 7 de Setembro em palanque para Flávio Bolsonaro, invoca Deus para ungir o candidato do PL e fala em “ninguém acima da lei”, enquanto seu próprio governo acumula roubo, déficit em educação, crise na segurança, falta de investimento no saneamento e gestão pública. Secretaria da Fazenda do Estado acumula perdas bilionárias, funcionários presos por corrupção, lavagem de dinheiro e roubo; vice-governador Felício Ramuth acusado de enviar dinheiro suspeito para paraíso fiscal e ajudar a esposa com empresas suspeitas. Filhos do governador também são suspeitos de serem beneficiados com empresa que recebeu contratos milionários.
Candidato ao governo de São Paulo afirma que todos os envolvidos devem ser investigados e responsabilizados conforme a lei, independentemente de vínculos políticos ou institucionais.
Presidente responde perguntas sobre Lulinha, INSS, Banco Master, economia, educação, segurança e adota postura coerente durante entrevista. "Não me deixo impactar por ilações. Eu conheço muito e já fui vítima disso", disse o presidente.
Candidato do PL transforma futebol em metáfora eleitoral, recicla ataques infundados ao STF, responsabiliza Lula por problemas de São Paulo e se escora igual uma âncora em Tarcísio e Ricardo Nunes para tentar construir uma candidatura que ainda parece incapaz de andar com as próprias pernas. Candidato acaba vaiado pelos moradores.
Quatro jornalistas de CBN, O Globo e Valor Econômico deixaram de confrontar o candidato sobre Banco Master, Vorcaro, financiamento de campanha, crise na polícia, amizade do coronel Coutinho, feminicídios, relação de amizade com Ney Santos envolvido com o PCC, Vice Ramuth envolvido com envio de dinheiro suspeito para o exterior, abertura de empresa dos filhos como Sede o Palácio dos Bandeirantes, ativos do Estado com bilhões em dívidas, delegacias da mulher e números questionáveis da segurança pública.