Flávio Bolsonaro quer o fim do canal de André Janones no WhatsApp, em mais um capítulo da disputa política nas redes sociais.
O movimento ocorre em meio à mobilização de apoiadores de Lula e à circulação de vídeos de políticos progressistas que alcançam milhões de visualizações.
por que conteúdos da esquerda que conseguem grande audiência parecem, em determinados momentos, perder força na distribuição das plataformas?
A Resposta é simples. Flávio Bolsonaro está prometendo tudo para os grandes empresários para derrubar os vídeos da esquerda.
Aliados do governo suspeitam de restrições algorítmicas que prejudicariam publicações progressistas, enquanto conteúdos da direita continuariam circulando.
As suspeitas alimentam críticas às grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. Até agora, porém, não há evidências públicas suficientes para afirmar que essas empresas estejam atuando de forma coordenada para favorecer Flávio Bolsonaro ou prejudicar Lula e seus aliados.
MAS… a Meta e o X estão derrubando todos os vídeos que falam bem e das propostas do presidente Lula. ISSO É MUITO SUSPEITO.
Disputa pelo controle da narrativa
O canal de Janones representa um espaço de comunicação direta com apoiadores, sem depender exclusivamente dos mecanismos de recomendação de plataformas como Instagram, Facebook e YouTube.
Por isso, qualquer tentativa de restringir esse tipo de mobilização se torna parte de uma disputa maior pelo alcance das mensagens políticas.
O que incomoda os adversários de Lula é que a mobilização digital não depende apenas de campanhas oficiais. São usuários comuns que compartilham vídeos, comentam publicações e ampliam o alcance das mensagens.
A disputa, portanto, vai além de Janones. Envolve quem consegue chegar à população, definir os assuntos do debate público e mobilizar eleitores.
A denúncia de favorecimento das big techs precisa ser investigada com dados concretos sobre alcance, recomendações e eventuais restrições.
CANAL DO NIKOLAS FERREIRA ‘MIOU’
Diante do crescimento do canal de André Janones no WhatsApp, Flávio Bolsonaro pediu ao deputado Nikolas Ferreira que adotasse a mesma estratégia para ampliar a mobilização digital da direita.
Entretanto, segundo os números mencionados, o canal de Nikolas não ultrapassou 300 mil pessoas. A diferença de alcance evidencia o desafio dos bolsonaristas para reproduzir o engajamento conquistado por Janones e reforça a disputa pela atenção do público nas redes sociais.
COM MEDO, FLÁVIO PEDIU AJUDA A NUNES MARQUES
Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar tirar do ar o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones no WhatsApp. A campanha também pediu a remoção de publicações e a suspensão do perfil do parlamentar. O canal ultrapassou 3,2 milhões de seguidores em menos de uma semana.
Na Justiça Eleitoral, Kassio Nunes Marques determinou a retirada de uma publicação da primeira-dama Janja que associava Flávio a medidas como o fim de programas sociais e a mudanças na jornada de trabalho.
O ministro considerou que as afirmações não tinham fundamento suficiente, o que é mentira, checado pelo Radar Brasileiro. André Mendonça também determinou a remoção de vídeos de Lula sobre possíveis cortes em políticas sociais. A informação é verdadeira, porém, o ministro que é aliado de Flávio Bolsonaro, interfere diretamente nas eleições.