No dia do voto do 2º turno, pense no dia seguinte. O Brasil precisa de mais emprego, mais comida barata e paz para trabalhar, não de um presidente ocupado em salvar a própria pele e a do pai para beneficiar a própria família.
VOCÊ ACHA MESMO QUE UM CANDIDATO COMO FLÁVIO BOLSONARO QUE COMEÇOU A VIDA POLÍTICA COMO FUNCIONÁRIO FANTASMA VAI MESMO MUDAR AS COISAS, MUDAR A SUA VIDA?
É duro que vou dizer pra você, mas é a realidade: o pobre que defende a casa do rico é visto como ‘o cachorro que toma conta da casa’. Late, protege, morde e dorme do lado de fora da casa. E ainda come osso.
O DIA SEGUINTE DO SEU VOTO
No segundo turno, não pense apenas no momento em que você apertará o botão da urna.
Pense no dia seguinte.
Porque eleição não termina quando aparece “FIM” na tela da urna. É no dia seguinte que chegam as consequências.
O brasileiro quer emprego, comida mais barata, segurança, saúde funcionando, escola para os filhos e paz para trabalhar.
A pergunta, portanto, é simples:
Flávio Bolsonaro representa mesmo esse futuro ou representa apenas a continuidade de uma família que ficou rica roubando dinheiro público?
Antes de votar, é preciso separar propaganda eleitoral da realidade.
Flávio Bolsonaro apresenta-se como candidato da mudança. Mas mudança para quem?
Você precisa olhar para o histórico político, para as propostas e, principalmente, para as pessoas que estarão ao redor dele caso chegue ao Palácio do Planalto.
Porque presidente não governa sozinho. Ele deve muito favor por aí.
o que acontece quando o presidente tem interesses familiares diretamente envolvidos nas disputas políticas e judiciais do país?
ATÉ AGORA VOCÊ NÃO PERCEBEU?
O FLÁVIO BOLSONARO ESTÁ USANDO O STF PARA SIMPLESMENTE ROUBAR O SEU VOTO PRA SOLTAR O PAI E OS ALIADOS PRESOS E CONDENADOS NA TRAMA GOLPISTA.
O QUE É MAIS ÚTIL PRA SUA VIDA E DA SUA FAMÍLIA?
O STF OU O QUE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA VAI FAZER PRA MELHORAR A SOCIEDADE?
Esse é um dos maiores riscos de uma eventual presidência de Flávio Bolsonaro.
O PRESIDENTE GOVERNARIA O BRASIL OU PASSARIA O GOVERNO INTEIRO TENTANDO SALVAR O PRÓPRIO GRUPO POLÍTICO?
Imagine o primeiro dia de um eventual governo.
Em vez de começar discutindo como reduzir o preço dos alimentos, gerar empregos, melhorar hospitais e ampliar investimentos, o país voltará a guerra política pra soltar o Bolsonaro.
Anistia.
STF.
Investigações.
Polícia Federal.
Familiares.
Aliados.
Conflitos com instituições.
Isso não é uma discussão abstrata. Isso vai acontecer.
Essa será sim a prioridade do governo.
Se o presidente tiver como uma de suas principais preocupações a situação jurídica do próprio pai e de aliados políticos, o Brasil corre o risco de transformar o Palácio do Planalto em um centro permanente de conflito institucional.
E quem paga a conta?
É Você meu amigo!!!!
O ELEITOR MAIS POBRE É QUEM MAIS PRECISA DESCONFIAR DAS PROMESSAS DO FLÁVIO
Existe uma diferença enorme entre o discurso de um candidato e a vida de quem pega ônibus às 6 da manhã para trabalhar.
É VOCÊ OU O FLÁVIO QUE ACORDA DE MADRUGADA PRA IR AO TRABALHO?
É VOCÊ OU O FLÁVIO QUE GASTA QUASE 3 HORAS PRA IR E 3 HORAS PRA VOLTAR DO TRABALHO?
É VOCÊ OU O FLÁVIO QUE PEGA ÔNIBUS LOTADO TODO DIA?
É VOCÊ OU O FLÁVIO QUE PAGA PASSAGEM CARA PARA TER UM ATENDIMENTO INSALUBRE?
O trabalhador não vive de discurso.
Ele precisa de salário.
Precisa de emprego.
Precisa de aposentadoria.
Precisa de atendimento médico.
Precisa colocar comida dentro de casa.
Precisa pagar aluguel.
Precisa conseguir comprar carne, arroz, feijão, leite e gás.
Por isso, antes de acreditar em qualquer promessa de “liberdade econômica” ou “flexibilização”, faça uma pergunta:
Quem vai ganhar com essa mudança?
Porque quando se fala em flexibilizar direitos trabalhistas, o trabalhador precisa perguntar exatamente quais direitos serão flexibilizados.
Quando se fala em transformar cada trabalhador em MEI, também é preciso perguntar:
E a aposentadoria?
E a proteção previdenciária?
E quem não conseguir contribuir durante décadas?
O que acontecerá quando esse trabalhador chegar aos 60 ou 65 anos?
O problema é que essas perguntas quase nunca aparecem nos discursos fáceis de campanha.
O FLÁVIO JÁ DEIXOU CLARO QUE GANHO REAL DO SALÁRIO MÍNIMO, REAJSUTE DAS APOSENTADORIAS… TUDO ISSO VAI SER CONGELADO.
E A POLÍCIA FEDERAL?
Essa talvez seja uma das questões mais importantes.
Uma democracia precisa de uma Polícia Federal capaz de investigar poderosos, independentemente de quem esteja no governo.
Precisa investigar corrupção.
Precisa investigar lavagem de dinheiro.
Precisa investigar organizações criminosas.
Precisa investigar políticos.
Precisa investigar empresários.
E precisa investigar integrantes do próprio governo quando houver suspeitas.
Inclusive os aliados do presidente.
Durante o governo Jair Bolsonaro, houve uma grave crise envolvendo a autonomia da Polícia Federal, especialmente depois das declarações do próprio Bolsonaro sobre interferências na instituição.
Isso deveria servir de alerta pra você.
Porque uma Polícia Federal forte não protege apenas o governo.
Protege o cidadão.
Quem ganha quando uma polícia independente investiga?
O cidadão.
Quem ganha quando as instituições perdem força?
Quem tem poder e dinheiro suficientes para escapar das consequências.
E A IMPRENSA?
Outra pergunta precisa ser feita:
Você quer um governo que seja questionado ou um governo que queira controlar quem o questiona?
Jornalista não existe para bater palma para presidente.
Existe para perguntar.
Para investigar.
Para publicar documentos.
Para revelar aquilo que o poder gostaria de esconder.
Uma democracia sem imprensa livre é uma democracia em que o cidadão passa a depender exclusivamente da versão oficial do governo.
E isso é perigoso para qualquer brasileiro, independentemente de partido.
E O SEU BOLSO?
É aqui que a discussão deixa de ser ideológica.
Você pode gostar ou não de Lula.
Pode gostar ou não de Bolsonaro.
Pode gostar ou não de Flávio.
Mas o preço do supermercado não pergunta em quem você votou.
O aluguel não pergunta.
A conta de luz não pergunta.
O combustível não pergunta.
O desemprego não pergunta.
A inflação também não.
Um governo que passa grande parte do tempo em guerra com instituições, Congresso, Judiciário, imprensa e outros setores da sociedade pode aumentar a instabilidade política e econômica.
E instabilidade tem consequências.
Investimento pode diminuir.
Incerteza pode aumentar.
O câmbio pode sofrer.
A inflação pode pressionar.
E quem sente primeiro?
Quem tem menos dinheiro.
Olha a Argentina!!!!!!!!
O rico pode proteger patrimônio.
Pode investir.
Pode diversificar.
Pode comprar ativos no exterior.
O trabalhador não.
O trabalhador recebe o salário e precisa fazê-lo chegar até o fim do mês.
PENSE NA SUA FAMÍLIA
Você provavelmente conversa muito mais com o porteiro do seu prédio, com o motorista, com o atendente do mercado, com o trabalhador da construção civil ou com o funcionário da escola do que com um milionário.
Sua vida é muito mais parecida com a vida dessas pessoas.
Então não escolha um presidente apenas pelo discurso que ele faz contra seus adversários.
Pergunte:
Ele vai melhorar o meu emprego?
Vai ajudar a reduzir o custo de vida?
Vai proteger minha aposentadoria?
Vai melhorar a saúde dos meus filhos?
Vai garantir educação?
Vai combater o crime organizado?
Vai fortalecer as instituições que fiscalizam o próprio governo?
E, principalmente:
Ele vai governar para o país ou vai usar a Presidência para proteger interesses políticos e familiares?
O DIA SEGUINTE
É muito fácil votar pensando apenas no candidato.
Difícil é pensar nas consequências.
O segundo turno não deveria ser uma escolha entre famílias políticas, brigas de internet ou vídeos de campanha.
Deveria ser uma escolha sobre que país você quer encontrar no dia seguinte.
Um país em que a Polícia Federal possa investigar qualquer pessoa?
Uma imprensa que possa criticar o presidente?
Um trabalhador que possa envelhecer com alguma segurança?
Uma família que consiga comprar comida sem sacrificar o básico?
Um governo preocupado em gerar emprego e melhorar os serviços públicos?
Ou um governo consumido por guerras políticas, disputas institucionais e interesses familiares?
É isso que você precisa colocar na balança.
Porque depois que o voto termina, o candidato não paga sua conta.
Quem paga é você.
Quem enfrenta o desemprego é você.
Quem encara o supermercado é você.
Quem espera atendimento no SUS é você.
Quem depende da aposentadoria é você.
Quem cria os filhos é você.
E se alguma coisa der errado, não será o político que estará dentro da sua casa tentando fazer o salário chegar até o fim do mês.