O Centro do Rio de Janeiro foi tomado nesta quarta-feira (7) por uma grande mobilização de estudantes em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
O ato, batizado de “Juventude na Rua pela Democracia”, reuniu secundaristas, universitários e movimentos sociais em uma caminhada entre a Igreja da Candelária e a Cinelândia.
A concentração começou ao meio-dia na Candelária. Por volta das 13h30, os manifestantes iniciaram a caminhada em direção à Cinelândia, ocupando trechos das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas. Imagens divulgadas durante a manifestação mostraram uma multidão espalhada pelo percurso.
O movimento foi organizado por entidades estudantis, com participação da União Nacional dos Estudantes (UNE), e faz parte de uma série de mobilizações previstas até o segundo turno, marcado para 25 de outubro. A entidade afirma que pretende levar a mobilização para outras cidades brasileiras.
Educação e direitos sociais no centro do ato
Além do apoio a Lula, os estudantes levaram às ruas pautas relacionadas à educação pública, à democracia e aos direitos sociais.
Entre as reivindicações estavam a manutenção e ampliação do ensino público gratuito, investimentos em universidades e institutos federais, continuidade do programa Pé-de-Meia e oposição a cortes no orçamento da educação.
Também apareceram faixas e palavras de ordem pelo fim da jornada de trabalho 6×1 e pela preservação de garantias sociais.
A manifestação também teve como alvo político a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno. Os organizadores apresentaram a disputa como uma escolha que, na avaliação do movimento, terá impacto direto sobre as políticas públicas destinadas à juventude.
Em declaração à Agência Brasil reproduzida pelo Correio Braziliense, o estudante de Direito da Uerj Paulo Victor de Almeida Coelho afirmou que a mobilização busca defender investimentos e condições para que jovens possam estudar em universidades públicas.
Juventude entra na disputa eleitoral
A manifestação acontece em um momento de intensificação da campanha para o segundo turno. A UNE declarou que pretende ampliar a presença dos estudantes nas ruas e nas universidades até a votação.
O ato do Rio também demonstra que a disputa presidencial passou a mobilizar segmentos diretamente interessados nas políticas de educação, emprego, direitos sociais e participação democrática.
Ao longo da caminhada, os participantes carregaram bandeiras, cartazes e faixas e entoaram palavras de ordem em defesa da democracia, da educação pública e da soberania nacional.
A mobilização terminou na região da Cinelândia, tradicional espaço de manifestações políticas no Centro do Rio.
Para os estudantes que participaram do ato, a eleição não se resume à escolha de um novo presidente: envolve também o futuro das políticas públicas voltadas à educação e à juventude e a manutenção de direitos sociais e democráticos.