O medo da volta do bolsonarismo ao Palácio do Planalto continua presente na sociedade brasileira. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de setembro de 2026 mostrou que 43% dos entrevistados têm mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder.
O mesmo percentual afirmou temer mais a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O resultado expõe um país dividido, porém, mostra que o retorno do grupo político liderado por Jair Bolsonaro representa uma ameaça as políticas sociais já conquistadas ao logo dos anos.
Para uma parcela expressiva dos brasileiros, a possibilidade de um novo governo bolsonarista desperta preocupação com os rumos do país, sem saber o que vem pela frente.
A rejeição ao bolsonarismo também aparece na identificação política dos entrevistados. Em levantamento anterior, divulgado em julho, 44% se declararam antibolsonaristas, contra 36% que se identificaram como antipetistas.
Os números mostram que o bolsonarismo enfrenta resistência ainda maior e mais significativa, embora continue contando com uma base eleitoral que acredita nesse viés político.
O MEDO DO BOLSONARISMO
A possibilidade de retorno da família Bolsonaro coloca em discussão o futuro das políticas sociais, dos direitos trabalhistas, da relação entre o Executivo e o Supremo Tribunal Federal e da atuação do Brasil no cenário internacional.
O legado do governo Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, continua dividindo os brasileiros. Seus adversários criticam a condução da pandemia, os conflitos com as instituições e as posições adotadas em questões ambientais e sociais.
Seus apoiadores, por outro lado, defendem a agenda conservadora e as propostas econômicas daquele período.
A pesquisa não permite afirmar que toda a população rejeita o bolsonarismo. Os dados, porém, mostram que o receio de seu retorno é compartilhado por uma parcela expressiva dos entrevistados e que a disputa pelo futuro do país continua marcada pela polarização política.
FLÁVIO VAI GOVERNAR CONTRA OS MAIS POBRES
Para essa parcela da população, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria o risco de um governo voltado aos interesses da própria família Bolsonaro e dos empresários alinhados à direita, em vez de priorizar as necessidades da maioria dos brasileiros.
A preocupação é que decisões sobre impostos, salários, Previdência, direitos trabalhistas e gastos públicos favoreçam os setores mais ricos, enquanto trabalhadores, aposentados e famílias de baixa renda enfrentem as consequências.
Essa avaliação expressa a desconfiança de quem teme que o poder seja usado para beneficiar aliados políticos e grupos econômicos próximos ao bolsonarismo, em detrimento dos interesses da população.