Um ‘fato novo’ vindo dos Estados Unidos às vésperas das eleições? Não é novidade pra ninguém. Sem ter argumentos, inventou um suposto terrorismo, como se todos estivessem correndo perigo.
A decisão do governo de Donald Trump de suspender os serviços da Embaixada e dos consulados dos Estados Unidos no Brasil, às vésperas do primeiro turno das eleições, criou um ambiente de tensão que não encontra, até o momento, respaldo nas evidências apresentadas publicamente.
O governo americano alegou “questões de segurança”, mas não apresentou detalhes capazes de explicar a dimensão da ameaça.
Em seguida, a Polícia Federal brasileira realizou buscas em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para investigar o suposto planejamento de ataques contra instalações diplomáticas americanas.
O resultado preliminar da operação é significativo: a PF informou que não encontrou elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados e também não identificou suspeitos ligados a organizações criminosas.
É justamente essa contradição que coloca a atuação do governo Trump sob questionamento.
Uma ameaça anunciada, mas ainda não comprovada
O problema não está em investigar uma denúncia. Se existe uma ameaça contra uma representação diplomática, cabe às autoridades brasileiras apurá-la.
O problema está na dimensão que Washington deu ao episódio. Um alarde pro mundo, mas aqui no Brasil, a vacina contra mentira está na seringa.
Os Estados Unidos suspenderam os serviços consulares em todo o país e recomendaram que seus cidadãos evitassem as proximidades das instalações diplomáticas americanas. A Austrália posteriormente adotou medida semelhante.
Mas, quando a Polícia Federal foi verificar a situação, não encontrou evidências concretas capazes de confirmar os riscos inicialmente apresentados.
A investigação continua e equipamentos apreendidos ainda serão analisados. Portanto, não é possível afirmar que a ameaça foi definitivamente descartada. Mas também não existe, neste momento, base pública para tratar o episódio como uma ameaça terrorista comprovada.
Por que justamente agora?
A suspensão dos serviços diplomáticos ocorreu dois dias antes do primeiro turno da eleição presidencial brasileira. A própria imprensa internacional destacou a proximidade entre a medida e a votação.
Não é preciso criar uma teoria conspiratória para perceber o efeito político de uma decisão desse tamanho.
E teve dedo do Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo. Os dois brasileiros que tentam criar o caos no Brasil. Os dois sabem que se retornarem ao país serão presos.
Quando uma potência como os Estados Unidos anuncia que suas representações diplomáticas estão ameaçadas, imediatamente se cria uma imagem internacional de insegurança, instabilidade e risco dentro do país.
E isso acontece justamente quando milhões de brasileiros se preparam para ir às urnas.
A PF fez buscas preventivas. Investigou. Apreendeu equipamentos. E, até o momento, não encontrou aquilo que os comunicados americanos fizeram o público imaginar que existia.
… aqui que surge a dimensão política do episódio.
O governo brasileiro precisa investigar até o fim.
Se houver ameaça real, os responsáveis precisam ser identificados e responsabilizados.
E transformar essa narrativa em instrumento político contra Lula seria ainda mais grave.
A eleição brasileira pertence aos brasileiros.
Afinal, ninguém manda no nosso quintal.