Uma multidão tomou as ruas da região central de São Paulo neste sábado (3), no último grande ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), antes do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4).

A caminhada começou na região da Avenida Paulista e seguiu pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt, reunindo milhares de apoiadores ao longo do percurso. Ao lado de Lula e Haddad estiveram o vice-presidente Geraldo Alckmin, as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet, além de outras lideranças políticas.
“De um lado tem a democracia e a soberania, do outro a barbárie. (…) o povo brasileiro vai derrotar a extrema-direita, os fascistas” e afirmou que “do outro lado tem um chefe de quadrilha”, disse Haddad.
O encerramento da campanha em São Paulo ganhou dimensão simbólica por ocorrer justamente na véspera da votação e depois de uma disputa envolvendo a realização do ato na Paulista.
A Prefeitura havia imposto restrições à manifestação, enquanto a campanha petista sustentou a realização da caminhada. O evento acabou ocorrendo e levou uma grande quantidade de apoiadores às ruas.
“Os mentirosos ontem tentaram mentir a meu respeito. O que eu acho é que o cartão de crédito tem que ser distribuído com seriedade para quem pedir cartão de crédito. O banco não pode ficar enviando para a casa das pessoas sem as pessoas pedirem”, afirmou Lula.
Durante o percurso, Lula discursou para os apoiadores e afirmou que a Avenida Paulista não pertence a um grupo político específico, mas ao povo brasileiro. A fala ocorreu em meio ao impasse envolvendo a realização da caminhada no local.
O presidente também apresentou a eleição como uma disputa entre diferentes projetos para o país e destacou temas que marcaram sua campanha, como educação, ciência e tecnologia, soberania nacional, direitos humanos, o fim da escala 6×1 e o combate às bets.
“De um lado, está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, aqueles que defendem a educação, aqueles que defendem uma forte política de mobilidade urbana, aqueles que defendem ciência e tecnologia, aqueles que defendem soberania”, afirmou Lula durante o ato.
ENCERRAMENTO COM FORTE MOBILIZAÇÃO
A caminhada foi planejada como o último grande compromisso público da campanha de Lula antes do primeiro turno. Para Haddad, candidato ao governo paulista, o ato também representou o encerramento de sua agenda eleitoral na capital.
A concentração começou na região da Paulista e avançou em direção ao centro, com apoiadores acompanhando os candidatos durante todo o trajeto. A expectativa divulgada anteriormente pela campanha era de reunir milhares de pessoas.
“O sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganha na produção, não extorquindo o povo brasileiro com taxa de juros impagáveis”, acrescentou.
O ato também contou com bandeiras do Brasil e de São Paulo, manifestações de apoio aos candidatos e participação de diferentes lideranças políticas e figuras públicas.
Em seu discurso, Lula fez ainda um apelo para que eleitores com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo, compareçam às urnas neste domingo.
“Eu vou lutar com as minhas forças. Quando eu não tiver mais forças, eu lutarei pela força de vocês”, afirmou o presidente.
A mobilização encerrou a campanha de rua de Lula em São Paulo antes da abertura das urnas. Neste domingo, o eleitorado brasileiro vai às urnas para decidir os cargos em disputa no primeiro turno das eleições de 2026.