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Manuela d’Ávila avança nas pesquisas e se consolida na disputa pelo Senado no RS

Brasil

Levantamento divulgado nesta sexta-feira mostra ex-deputada na liderança, com 33,6% das intenções de voto; disputa pela segunda vaga permanece aberta.

A ex-deputada federal Manuela d’Ávila (PSOL) aparece na liderança da corrida por uma das duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. Pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (21) aponta a candidata com 33,6% das intenções de voto, à frente de Marcel van Hattem (Novo), que registra 26,9%.

O levantamento indica uma disputa mais acirrada pela segunda cadeira. Germano Rigotto (MDB) aparece com 24,3% e Paulo Pimenta (PT), com 22,5%. Como a é de 2,6 pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados nessa faixa da corrida.

A pesquisa foi realizada entre 18 e 20 de agosto, com 1.504 eleitores de 67 municípios gaúchos. O levantamento tem nível de confiança de 95% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RS-03898/2026.

Crescimento ao longo da campanha

Os números mais recentes sugerem uma trajetória de fortalecimento da candidatura de Manuela. Em julho, levantamento Genial/Quaest realizado entre 24 e 28 daquele mês apontava a ex-deputada com 12% das intenções de voto. Na ocasião, a disputa era considerada bastante fragmentada, com cinco candidatos dentro da margem de erro.

Outro levantamento, da Paraná Pesquisas, divulgado em 22 de julho, já havia colocado Manuela numericamente na primeira posição, com 30,7%. Marcel van Hattem tinha 28,6% e Germano Rigotto, 26,3%; os três estavam tecnicamente empatados considerando a margem de erro de 2,6 pontos.

A comparação entre os levantamentos deve, porém, ser feita com cautela. Pesquisas diferentes podem utilizar metodologias, questionários e períodos de coleta distintos. Além disso, a votação para o Senado permite a escolha de dois candidatos, o que torna a leitura dos percentuais diferente de uma disputa majoritária por uma única vaga.

Liderança não significa eleição garantida

Apesar da vantagem atual, a pesquisa não permite concluir que Manuela esteja eleita. O cenário para a segunda vaga permanece especialmente competitivo: Van Hattem, Rigotto e Pimenta estão separados por poucos pontos e dentro da margem de erro.

O resultado também mostra que ainda existe espaço significativo para mudanças durante a campanha. A eleição para o Senado no Estado reúne candidatos de diferentes correntes políticas e, com duas cadeiras em disputa, a composição final dependerá não apenas da força individual de cada candidatura, mas também da capacidade de mobilizar eleitores que ainda não tenham definido seus dois votos.

Cenário político

A posição de Manuela ocorre em meio a uma disputa estratégica no campo progressista gaúcho. A candidatura também ganhou relevância nas negociações entre PSOL e PSB durante a campanha. Em agosto, o PSB chegou a pressionar pela retirada de uma candidatura do PSOL em Pernambuco e ameaçou rever alianças em Estados como o Rio Grande do Sul, movimento que poderia afetar a candidatura de Manuela ao Senado.

Por enquanto, entretanto, os números das pesquisas colocam Manuela em posição competitiva. O levantamento mais recente registra uma vantagem de 6,7 pontos sobre Marcel van Hattem, seu adversário mais próximo, e de 9,3 pontos sobre Rigotto, terceiro colocado.

A evolução registrada desde o início do ano reforça a ideia de uma candidatura que ganhou espaço durante a pré-campanha. Em abril, por exemplo, a Genial/Quaest registrava Manuela com 14%, contra 12% de Rigotto e 9% de Paulo Pimenta e Marcel van Hattem.

Com a campanha oficialmente em andamento, a principal questão para Manuela será transformar a liderança nas pesquisas em votos efetivos — e, sobretudo, preservar uma vantagem suficiente para garantir uma das duas cadeiras que estarão em disputa no Senado pelo Rio Grande do Sul.

Sobre o autor Redação Radar Brasileiro Redação · Radar Brasileiro

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