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Checagem Radar Verdadeiro

DIRETOR-GERAL DA META SABIA DOS RISCOS DE SABOTAR VÍDEOS DE LULA E FAVORECER FLÁVIO

Política

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu prazo de 24 horas para que a Meta, responsável pelo WhatsApp, Facebook e Instagram, comprove o cumprimento da decisão judicial que determinou a adoção de medidas para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o segundo turno das eleições.

O diretor-geral da Meta pode enfrentar punições severas na Justiça brasileira caso fique comprovado o descumprimento de decisões judiciais ou a prática de irregularidades eleitorais.

O Radar Brasileiro apurou que o diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister, tinha total e amplo conhecimento do plano que restringiu a circulação de vídeos do presidente Lula nas plataformas da empresa durante o segundo turno das eleições.

A conduta poderá levar à responsabilização dos envolvidos e à aplicação de sanções judiciais caso seja comprovado o descumprimento da determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deu 24 horas para a Meta comprovar o cumprimento das medidas de isonomia na distribuição de conteúdos políticos.

A estratégia de retirar do ar ou reduzir o alcance dos vídeos do presidente Lula teria começado na segunda-feira, 5 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições.

Segundo a apuração do Radar Brasileiro, os algoritmos teriam sido programados para diminuir o engajamento das publicações da campanha de Lula em horários considerados estratégicos para o acesso às redes sociais: às 9h, 11h, 14h e 17h.

A medida teria reduzido a exposição dos conteúdos justamente nos períodos de maior oportunidade para alcançar eleitores.

Já os vídeos de Flávio Bolsonaro ganharam relevância nos mesmos horários em que usuários começaram a receber um volume maior de vídeos ligados à direita nas redes sociais.

Nesse mesmo período, a circulação desses conteúdos também foi maior, levantando questionamentos sobre os critérios utilizados pelos algoritmos para distribuir conteúdo político durante a campanha eleitoral.

A campanha do presidente Lula começou a perceber que havia algo errado quando os relatórios de métricas da própria Meta deixaram de apresentar os resultados de acesso às publicações.

A interrupção no envio dos dados impediu o acompanhamento normal do desempenho dos vídeos e do alcance das mensagens da campanha, levantando suspeitas sobre o que estava acontecendo com a distribuição dos conteúdos nas plataformas da empresa.

A própria Meta começou a receber uma enxurrada de denúncias dentro de suas plataformas, com usuários questionando a distribuição de vídeos políticos e a diferença de visibilidade entre candidaturas.

Esse tipo de reclamação ocorre quando o usuário clica na opção de denunciar um vídeo e utiliza os canais disponíveis para relatar problemas relacionados ao conteúdo ou à experiência na plataforma.

Entre as queixas relatadas estariam suspeitas de que vídeos de um candidato estariam perdendo alcance enquanto conteúdos de seu adversário ganhariam mais visibilidade.

O Radar Brasileiro apurou também denúncias graves envolvendo a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, e o tratamento dado aos conteúdos políticos de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

O caso envolve mensagens internas de funcionários, falhas na distribuição de publicações e diferenças no funcionamento dos sistemas de recomendação de conteúdo político.

Os episódios levantam suspeitas sobre um possível favorecimento ao candidato Flávio Bolsonaro e prejuízos à divulgação de conteúdos relacionados a Lula.

A investigação jornalística busca esclarecer se as decisões que afetaram a distribuição dos conteúdos foram exclusivamente técnicas ou se houve determinações internas que interferiram no tratamento dado aos candidatos.

QUEM DECIDIU O QUE OS ELEITORES PODERIAM VER?

O Radar Brasileiro apurou a cadeia de decisões dentro da Meta e o papel da direção da empresa no Brasil, incluindo o executivo Conrado Leister.

Responsáveis pelo desenvolvimento e pela operação dos algoritmos teriam recebido orientações superiores que resultaram em restrições aos conteúdos de Lula e em maior exposição de publicações de Flávio Bolsonaro.

O caso representa um grave problema de transparência, responsabilidade empresarial e igualdade de condições na disputa eleitoral. A Meta está ciente do que vem pela frente e já espera uma multa milionária sobre a conduta de interferência direta nas eleições presidenciais.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL SOB SUSPEITA

Os questionamentos também alcançam ferramentas de inteligência artificial. Relatos sobre recusas a pedidos de imagens políticas envolvendo Lula, em contraste com solicitações semelhantes relacionadas a Flávio Bolsonaro, ampliaram as dúvidas sobre a aplicação uniforme das regras das plataformas.

A Meta deve explicar quais mecanismos utiliza para garantir que seus algoritmos não imponham tratamento desigual às candidaturas e quais medidas foram adotadas para corrigir eventuais falhas.

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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