O voo particular que levou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família para os Estados Unidos custou US$ 150 mil, aproximadamente R$ 800 mil. O valor foi confirmado pelo empresário argentino Luis Grande, proprietário da Baires Fly, empresa responsável pelo transporte do senador.
Luis Grande revelou que o pagamento foi realizado por um intermediário do setor de aviação, que vive nos Estados Unidos. O dinheiro saiu de uma conta empresarial em um banco americano e foi transferido para uma instituição financeira na Argentina.
“Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos”, afirmou o empresário.
O proprietário da Baires Fly confirmou que recebeu os US$ 150 mil pela operação, mas se recusou a revelar a identidade do intermediário responsável pela contratação.
Jason Miller providenciou a aeronave
A revelação do pagamento ocorre depois que Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca e aliado de Donald Trump, confirmou ao Metrópoles que providenciou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro na viagem de 28 de outubro.
O jornal americano The New York Times também publicou informações sobre a participação de Miller na logística do transporte. Segundo a reportagem, Eduardo Bolsonaro manteve contato com o assessor americano durante a organização da viagem.
A Casa Branca ainda não havia se manifestado sobre o pagamento de US$ 150 mil.
Viagem internacional em jato particular
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil por via terrestre, atravessou a fronteira com a Argentina e embarcou em um jato particular no aeroporto de Puerto Iguazú, na madrugada de quarta-feira (28).
A aeronave seguiu para Guayaquil, no Equador, onde realizou uma escala para reabastecimento, antes de continuar até a região de Miami, na Flórida.
O senador viajou acompanhado da esposa e das duas filhas.
O custo de aproximadamente R$ 800 mil chama atenção pelo valor elevado da operação e pela estrutura internacional mobilizada para transportar a família Bolsonaro.
Até o momento, Flávio Bolsonaro não apresentou publicamente informações sobre quem custeou a viagem, nem esclareceu a origem dos recursos utilizados no pagamento.