A força da mobilização popular volta às ruas neste domingo (1º), na Avenida Paulista, em São Paulo. Entidades estudantis e movimentos populares convocaram um grande ato em defesa da democracia, em apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o avanço da extrema direita, liderada politicamente pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL).
A manifestação também tem como objetivo demonstrar que o Brasil não aceitará qualquer tentativa de interferência externa em sua soberania ou qualquer ataque financeiro ao país.
Os movimentos populares querem manter a sociedade mobilizada diante de possíveis ataques políticos, econômicos e institucionais de Donald Trump e de setores ligados ao bolsonarismo contra o país.
A mensagem é de defesa da autonomia nacional, das instituições democráticas e do direito dos brasileiros de decidir seus próprios destinos, sem ameaças ou pressões vindas de Washington ou de aliados de Flávio Bolsonaro.
A manifestação representa uma resposta à tentativa de manter a sociedade brasileira mobilizada em torno do discurso da oposição mesmo depois do resultado eleitoral.
Estudantes e organizações populares querem mostrar que a participação política não termina nas urnas e que a defesa da democracia também acontece nas ruas.
“Não há perseguição a ninguém da família Bolsonaro. A família Bolsonaro é envolvida em muitos crimes e, nos governos progressistas e democráticos, esses crimes são investigados. Eles tentam criar essa narrativa de perseguição política que não existe para não responderem pelos crimes que cometeram”, disse.
Além da defesa do resultado eleitoral, a mobilização deve dar visibilidade ao enfrentamento do machismo e à resistência contra discursos que tentam deslegitimar a participação das mulheres na política e na sociedade.
O ato também expressa a insatisfação de movimentos sociais com a atuação de grupos políticos que defendem pautas conservadoras e contestam avanços em direitos sociais.
A secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE), Camila Moraes, afirmou que a mobilização permanece viva e que os movimentos populares continuarão organizados contra qualquer tentativa de ruptura democrática.
“O sentido dessa mobilização permanece vivo na sociedade brasileira. A gente segue mobilizado e organizado para combater qualquer tentativa golpista no nosso país. Não adianta correr para os Estados Unidos nem esbravejar na internet”, declarou Camila secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE).
A declaração faz referência às movimentações de Flávio Bolsonaro e às manifestações da oposição depois das eleições. Para os organizadores, a resposta precisa ser dada com organização popular, participação democrática e presença nas ruas.
A mensagem dos movimentos é que a sociedade brasileira continuará participando da vida política e que a defesa da democracia não será abandonada.
“Não pense o Flávio Bolsonaro que ele vai escrever uma carta com um brasão que a gente não usa mais, alterar o texto a depender da repercussão e correr pedindo abrigo para o [presidente dos Estados Unidos] Donald Trump que a gente vai recuar, esmorecer ou temer. As suas ameaças e os seus ataques vão bater de frente com um povo brasileiro mobilizado e organizado”, disse a secretária-geral da UNE.