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FLÁVIO FOGE DAS PERGUNTAS DE LULA, LEVA TURMA DA BADERNA E TUMULTUA DEBATE NA BAND

Política

Senador adota postura provocativa, evita responder aos questionamentos do presidente Lula e dos jornalistas e recorre a acusações sem apresentar provas. Nikolas Ferreira, André do Prado, Pablo Marçal, Tarcísio de Freitas e Pavinato fazem bagunça, gritam e geram baderna na fase final do debate. Aliados de Flávio Bolsonaro agravam o clima do confronto presidencial.

Flávio Bolsonaro demonstrou, no debate da Band, uma postura infantil pra quem quer ser chefe de Estado marcada por deboche, provocações e ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Poderia ter respondido diretamente às perguntas feitas por Lula e pelos jornalistas da emissora. Não fez. O senador desviava o foco, ironizava o adversário e recorria a acusações falsas que exigem provas.

A estratégia adotada pelo marqueteiro de campanha, Duda Luma, foi pedir a Flávio Bolsonaro para atacar Lula sem apresentar provas, usar da lacração pra gerar cortes nas redes sociais, citar o decoreba de respostas descritas, e criar elementos necessários para sustentar suas afirmações.

A atitude ficou muito clara para o eleitor nas redes sociais que não poupou Flávio Bolsonaro.

Deboche não é argumento. Provocação não é resposta. Acusação sem comprovação não é esclarecimento.

Ao transformar questionamentos em oportunidades para atacar Lula, Flávio evita justamente aquilo que um debate presidencial deveria exigir: explicações concretas.

Quando um candidato recebe uma pergunta e responde com ironia ou muda de assunto para atingir o adversário, a população fica sem a informação que foi buscar.

O comportamento também empobrece o confronto democrático. Flávio fez isso. Em vez de apresentar propostas e sustentar suas posições diante de perguntas difíceis, o candidato aposta no enfrentamento e na reação da plateia. O resultado é um debate em que o barulho ameaça ocupar o espaço que deveria pertencer às ideias.

NIKOLAS, TARCÍSIO, DERRITE, ANDRÉ DO PRADO E PAVINATO: GRITARIA E TUMULTO NA BAND

O clima de confronto não ficou restrito ao candidato. Nikolas Ferreira, Tarcísio de Freitas, Guilherme Derrite, André do Prado e Pavinato também são apontados no relato sobre os gritos e o tumulto envolvendo aliados durante o evento na Band.

Eles interromperam o presidente Lula nas considerações finais. Gritaram e zombaram.

A emissora não pode virar extensão de uma torcida organizada. Mas a turma do Flávio foi para fazer baderna. O debate precisa permitir que jornalistas façam perguntas, que os candidatos respondam e que o público acompanhe o confronto sem que a gritaria se sobreponha à discussão política.

Se autoridades e aliados participam de manifestações e gritaria que prejudicam o andamento do evento, devem ser cobrados pelo comportamento.

O caos foi tanto que nem mesmo os jornalistas conseguiram conter o show de baderna da turma de Flávio Bolsonaro.

Cargo público e influência política não dão a ninguém o direito de constranger jornalistas ou transformar um espaço de discussão eleitoral em palco de intimidação.

A questão é simples: se Flávio Bolsonaro quer governar o Brasil, precisa demonstrar que consegue enfrentar perguntas difíceis sem recorrer ao deboche e aos ataques. E seus aliados precisam entender que o debate público não lhes pertence.

ATAQUES A LULA NÃO SUBSTITUEM PROPOSTAS

Flávio tem o direito de criticar o presidente, contestar decisões do governo e defender um projeto diferente para o país. O que não pode ser confundido com debate é lançar acusações sem apresentar provas, desviar de perguntas e apostar em provocações para escapar da cobrança.

O eleitor precisa saber o que o candidato pretende fazer com a economia, o emprego, a saúde, a educação e a segurança pública. Precisa conhecer suas propostas e ter condições de confrontar suas declarações com fatos verificáveis.

Deboche pode arrancar risadas de aliados, mas não responde às perguntas dos brasileiros.

Um debate presidencial não existe para proteger candidatos de questionamentos nem para premiar quem grita mais alto. Existe para expor ideias, cobrar responsabilidades e esclarecer o que está em jogo para o país.

Quando o ataque toma o lugar da resposta e a gritaria ameaça sufocar o confronto de propostas, quem sai prejudicado é o eleitor.

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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