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LULA 2027: HADDAD É COTADO PARA O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E TEBET PARA A AGRICULTURA

Política

Presidente reeleito articula a composição do quarto mandato, com nomes de confiança, aliados que perderam as eleições e mudanças estratégicas na Esplanada dos Ministérios.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a desenhar a equipe que assumirá o governo em janeiro de 2027. Após a vitória nas urnas, a formação do novo ministério passou a movimentar os bastidores de Brasília, com a possibilidade de mudanças em pastas estratégicas e o retorno de aliados que deixaram o governo para disputar as eleições.

Entre os nomes em circulação está o do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que pode assumir o Ministério da Justiça. Já Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, também aparece nas especulações sobre a nova equipe, embora sua eventual volta ao Ministério da Agricultura não está descartada.

A reorganização deverá levar em conta não apenas a experiência administrativa dos nomes escolhidos, mas também a necessidade de Lula fortalecer sua base política e construir uma relação mais sólida com um Congresso Nacional de perfil conservador. Reportagens publicadas nesta segunda-feira (26) apontam Haddad entre os cotados para a Justiça e Tebet entre as lideranças que podem voltar ao primeiro escalão.

Haddad na Justiça: experiência econômica no combate ao crime organizado

A possível indicação de Fernando Haddad para o Ministério da Justiça colocaria à frente da pasta um político que, durante sua passagem pela Fazenda, defendeu a integração entre fiscalização tributária e investigação criminal para atingir as estruturas financeiras do crime organizado.

Haddad teve participação pública direta na apresentação dos resultados da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. A ação, conduzida por uma força-tarefa que envolveu Receita Federal, Ministério Público, Polícia Federal e outros órgãos, investigou suspeitas de lavagem de dinheiro, fraudes tributárias e infiltração do crime organizado nos setores de combustíveis e financeiro.

A experiência poderá ser considerada caso Lula decida entregar a Haddad uma função central na política de segurança pública. A eventual nomeação, entretanto, ainda não foi anunciada oficialmente, e a condução das investigações da Carbono Oculto envolveu diferentes instituições, não apenas o Ministério da Fazenda.

Simone Tebet pode voltar ao primeiro escalão

Outro nome que pode ganhar espaço no novo governo é o de Simone Tebet. A ex-ministra do Planejamento construiu sua trajetória política com atuação no Senado e participação no governo Lula, e seu nome voltou a circular nas discussões sobre a composição ministerial de 2027.

A possibilidade de Tebet assumir o Ministério da Agricultura, como apontado nas especulações sobre a nova equipe, ainda carece de confirmação pública. Sua experiência política e capacidade de diálogo com diferentes setores poderiam ser consideradas na montagem do governo, mas não há indicação oficial de que essa será sua futura pasta.

A composição definitiva dependerá das escolhas de Lula e das negociações com os partidos que deverão sustentar o governo no Congresso.

Camilo Santana, Alckmin e outras peças da reorganização

Além de Haddad e Tebet, outros nomes aparecem nas projeções para o quarto mandato. O senador Camilo Santana é apontado como favorito para a Casa Civil, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin é citado nas articulações para uma função na área econômica.

Gleisi Hoffmann, Marina Silva e outros aliados também são mencionados nas conversas sobre o novo primeiro escalão.

A equipe econômica também deverá passar por mudanças. A definição de quem comandará a Fazenda será estratégica diante das discussões sobre as contas públicas, o orçamento de 2027 e as medidas econômicas que o governo pretende implementar.

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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