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ALERTA! Ciclone-bomba extratropical mata 1 e deixa mais de 2 mil desalojados

Brasil

Temporal e tornado no RS deixam rastros de destruição, mata uma pessoa, mais de 2 mil pessoas fora de casa e estragos em 114 cidades no Sul do País.

Nuvem de rolo desperta admiração e medo entre os banhistas - Foto: Reprodução Internet

O avanço de um ciclone extratropical sobre o oceano deve provocar uma mudança brusca nas condições do tempo no Sul do Brasil, com ventos intensos, mar agitado e risco elevado de danos em diversas regiões. Embora o centro do sistema permaneça sobre o Atlântico, seus efeitos serão sentidos em terra, principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná.

O sistema, que ganha força no Atlântico Sul, é impulsionado por uma drástica queda na pressão atmosférica. Um “ciclone-bomba” acontece quando uma área de baixa pressão se intensifica muito rápido. Isso costuma deixar o tempo mais severo, aumentando o risco de ventos fortes, chuva intensa e de uma mudança brusca de temperatura.

Segundo meteorologistas, as rajadas de vento poderão ultrapassar os 100 km/h em áreas do litoral gaúcho e em pontos de maior altitude. A combinação entre o ciclone e uma frente fria também favorece temporais isolados, queda acentuada das temperaturas e ressaca no litoral.

As autoridades orientam a população a evitar áreas de risco durante os períodos de maior intensidade do vento, especialmente próximo a árvores, placas de publicidade, estruturas metálicas e regiões costeiras.

São Paulo também entra na rota dos efeitos do ciclone

Terreno em Minas do Leão destruído por temporal e fortes ventos — Foto: Divulgação/ Prefeitura de Minas do Leão

Embora o ciclone extratropical atue sobre o oceano, seus efeitos também devem ser sentidos em partes do estado de São Paulo. De acordo com os meteorologistas, o litoral paulista permanece em estado de atenção devido ao aumento da intensidade dos ventos e à agitação do mar, com possibilidade de ressaca e ondas elevadas, especialmente entre o Vale do Ribeira, a Baixada Santista e o Litoral Norte.

Na capital paulista, a influência do sistema também pode provocar rajadas de vento superiores a 50 km/h, além de queda nas temperaturas e aumento da nebulosidade. As rajadas podem causar queda de galhos, destelhamentos pontuais e interrupções no fornecimento de energia elétrica em áreas mais vulneráveis.

A Defesa Civil recomenda que moradores evitem permanecer sob árvores durante os períodos de ventania, reforcem objetos em sacadas e acompanhem os alertas meteorológicos, já que as condições podem mudar rapidamente conforme o deslocamento do ciclone.

Quais são os principais riscos?

Os efeitos de um ciclone extratropical vão muito além da chuva. O maior perigo costuma ser a força do vento.

Entre os principais riscos estão:

  • rajadas superiores a 80 e até 100 km/h em áreas mais expostas;
  • queda de árvores e postes;
  • interrupção no fornecimento de energia elétrica;
  • destelhamentos de residências e comércios;
  • danos à infraestrutura urbana;
  • suspensão de travessias marítimas;
  • mar extremamente agitado e ressaca;
  • ondas entre 3 e 4 metros em alguns trechos do litoral;
  • risco para pescadores, embarcações e atividades náuticas;
  • transtornos em rodovias devido à queda de árvores e objetos sobre as pistas.
Queda de poste em Porto Alegre (RS) — Foto: Marcos Pacheco/RBS TV

Onde os ventos devem ser mais fortes?

As regiões com maior potencial para registrar ventos intensos são:

Rio Grande do Sul

  • Litoral Norte
  • Litoral Sul
  • Região Metropolitana de Porto Alegre
  • Sul do estado
  • Serra Gaúcha
  • Região da Lagoa dos Patos
  • Campanha Gaúcha

Santa Catarina

  • Litoral Sul
  • Grande Florianópolis
  • Vale do Itajaí
  • Serra Catarinense
  • Planalto Sul
  • Extremo Sul Catarinense

Paraná

  • Litoral do Paraná
  • Região de Curitiba
  • Campos Gerais
  • Sul do estado

Os ventos diminuem conforme o ciclone se afasta para alto-mar, mas o mar permanece agitado por mais tempo.

Ressaca aumenta o risco nas praias

Além da ventania, outro fator que preocupa é a ressaca marítima.

O ciclone intensifica os ventos sobre o oceano, formando ondas elevadas que avançam em direção ao litoral. O fenômeno pode provocar:

  • erosão costeira;
  • alagamentos em áreas próximas ao mar;
  • invasão de água em avenidas costeiras;
  • risco para pescadores;
  • interrupção da navegação;
  • perigo para banhistas e surfistas.

Defesa Civil recomenda

Em caso de ventos muito fortes, a recomendação é:

  • permanecer em locais seguros;
  • evitar estacionar veículos sob árvores;
  • recolher objetos soltos em quintais e sacadas;
  • desligar aparelhos elétricos em caso de oscilação de energia;
  • evitar sair para o mar;
  • acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil e do Inmet.

Meteorologistas destacam que ciclones extratropicais são comuns durante o inverno na Região Sul, mas alguns episódios ganham intensidade suficiente para provocar impactos significativos na população e na infraestrutura.


Regiões prioritárias para destacar na cobertura

🟥 RISCO MUITO ALTO

  • Litoral Sul do Rio Grande do Sul
  • Litoral Norte do Rio Grande do Sul
  • Região da Lagoa dos Patos
  • Serra Gaúcha
  • Litoral Sul de Santa Catarina

🟧 RISCO ALTO

  • Grande Florianópolis
  • Vale do Itajaí
  • Serra Catarinense
  • Planalto Sul Catarinense
  • Região Metropolitana de Porto Alegre

🟨 RISCO MODERADO

  • Litoral do Paraná
  • Curitiba e Região Metropolitana
  • Campos Gerais
  • Sul do Paraná
Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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