O avanço de um ciclone extratropical sobre o oceano deve provocar uma mudança brusca nas condições do tempo no Sul do Brasil, com ventos intensos, mar agitado e risco elevado de danos em diversas regiões. Embora o centro do sistema permaneça sobre o Atlântico, seus efeitos serão sentidos em terra, principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná.

Segundo meteorologistas, as rajadas de vento poderão ultrapassar os 100 km/h em áreas do litoral gaúcho e em pontos de maior altitude. A combinação entre o ciclone e uma frente fria também favorece temporais isolados, queda acentuada das temperaturas e ressaca no litoral.
As autoridades orientam a população a evitar áreas de risco durante os períodos de maior intensidade do vento, especialmente próximo a árvores, placas de publicidade, estruturas metálicas e regiões costeiras.
São Paulo também entra na rota dos efeitos do ciclone

Embora o ciclone extratropical atue sobre o oceano, seus efeitos também devem ser sentidos em partes do estado de São Paulo. De acordo com os meteorologistas, o litoral paulista permanece em estado de atenção devido ao aumento da intensidade dos ventos e à agitação do mar, com possibilidade de ressaca e ondas elevadas, especialmente entre o Vale do Ribeira, a Baixada Santista e o Litoral Norte.
Na capital paulista, a influência do sistema também pode provocar rajadas de vento superiores a 50 km/h, além de queda nas temperaturas e aumento da nebulosidade. As rajadas podem causar queda de galhos, destelhamentos pontuais e interrupções no fornecimento de energia elétrica em áreas mais vulneráveis.
A Defesa Civil recomenda que moradores evitem permanecer sob árvores durante os períodos de ventania, reforcem objetos em sacadas e acompanhem os alertas meteorológicos, já que as condições podem mudar rapidamente conforme o deslocamento do ciclone.
Quais são os principais riscos?
Os efeitos de um ciclone extratropical vão muito além da chuva. O maior perigo costuma ser a força do vento.
Entre os principais riscos estão:
- rajadas superiores a 80 e até 100 km/h em áreas mais expostas;
- queda de árvores e postes;
- interrupção no fornecimento de energia elétrica;
- destelhamentos de residências e comércios;
- danos à infraestrutura urbana;
- suspensão de travessias marítimas;
- mar extremamente agitado e ressaca;
- ondas entre 3 e 4 metros em alguns trechos do litoral;
- risco para pescadores, embarcações e atividades náuticas;
- transtornos em rodovias devido à queda de árvores e objetos sobre as pistas.

Onde os ventos devem ser mais fortes?
As regiões com maior potencial para registrar ventos intensos são:
Rio Grande do Sul
- Litoral Norte
- Litoral Sul
- Região Metropolitana de Porto Alegre
- Sul do estado
- Serra Gaúcha
- Região da Lagoa dos Patos
- Campanha Gaúcha
Santa Catarina
- Litoral Sul
- Grande Florianópolis
- Vale do Itajaí
- Serra Catarinense
- Planalto Sul
- Extremo Sul Catarinense
Paraná
- Litoral do Paraná
- Região de Curitiba
- Campos Gerais
- Sul do estado
Os ventos diminuem conforme o ciclone se afasta para alto-mar, mas o mar permanece agitado por mais tempo.
Ressaca aumenta o risco nas praias
Além da ventania, outro fator que preocupa é a ressaca marítima.
O ciclone intensifica os ventos sobre o oceano, formando ondas elevadas que avançam em direção ao litoral. O fenômeno pode provocar:
- erosão costeira;
- alagamentos em áreas próximas ao mar;
- invasão de água em avenidas costeiras;
- risco para pescadores;
- interrupção da navegação;
- perigo para banhistas e surfistas.
Defesa Civil recomenda
Em caso de ventos muito fortes, a recomendação é:
- permanecer em locais seguros;
- evitar estacionar veículos sob árvores;
- recolher objetos soltos em quintais e sacadas;
- desligar aparelhos elétricos em caso de oscilação de energia;
- evitar sair para o mar;
- acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil e do Inmet.
Meteorologistas destacam que ciclones extratropicais são comuns durante o inverno na Região Sul, mas alguns episódios ganham intensidade suficiente para provocar impactos significativos na população e na infraestrutura.
Regiões prioritárias para destacar na cobertura
🟥 RISCO MUITO ALTO
- Litoral Sul do Rio Grande do Sul
- Litoral Norte do Rio Grande do Sul
- Região da Lagoa dos Patos
- Serra Gaúcha
- Litoral Sul de Santa Catarina
🟧 RISCO ALTO
- Grande Florianópolis
- Vale do Itajaí
- Serra Catarinense
- Planalto Sul Catarinense
- Região Metropolitana de Porto Alegre
🟨 RISCO MODERADO
- Litoral do Paraná
- Curitiba e Região Metropolitana
- Campos Gerais
- Sul do Paraná