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BANCÁRIOS DA CAIXA, BB E BRADESCO DECLARAM VOTO E APOIO A LULA NO 2º TURNO

Política

Programa de Flávio Bolsonaro prevê retomada das desestatizações, enquanto representantes de sua campanha negam planos de vender a Caixa e o Banco do Brasil; sindicatos alertam para riscos aos empregos e ao papel social das instituições. Caixa Econômica e Banco do Brasil estão com os dias contados se caso Flávio Bolsonaro vença as eleições. Funcionários do Bradesco aderem a campanha contra Flávio Bolsonaro.

Caixa Econômica vai ser o Itaú da favela, o Bradesco da periferia, diz Flávio Bolsonaro

A defesa da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil ganhou força no debate eleitoral de 2026. Representantes do movimento sindical bancário passaram a alertar para os riscos de uma política de privatizações e defender a continuidade dos bancos públicos como instrumentos de financiamento da habitação, do crédito e do desenvolvimento econômico.

“A Caixa Econômica Federal vai ser o banco da prosperidade. Vai ser o Itaú da favela, o Bradesco da periferia. O que é isso? Vamos levar conhecimento para que elas possam abrir as próprias empresas, possam se formalizar. Vamos reduzir impostos, vamos dar financiamento barato. Vamos dar prosperidade”, disse Flávio Bolsonaro.

Em manifestação publicada em 17 de outubro, a Unidade Classista, declarou apoio crítico à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, apontando a defesa dos bancos públicos e a oposição ao projeto de privatizações como razões para seu posicionamento.

A organização citou especialmente o risco de desestatização dos bancos Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

A posição se soma às manifestações de representantes da categoria bancária que relacionam o resultado eleitoral ao futuro das instituições financeiras públicas e aos direitos de seus trabalhadores.

Privatizações entram no centro do debate eleitoral

O programa de governo de Flávio Bolsonaro prevê a retomada do Programa Nacional de Desestatização, com avaliação caso a caso das empresas e dos ativos públicos que poderiam ser vendidos. A proposta abriu espaço para o futuro das instituições financeiras controladas pela União.

O documento, entretanto, não estabelece de forma inequívoca a privatização integral da Caixa e do Banco do Brasil. Em 8 de outubro, Adolfo Sachsida, coordenador econômico da campanha de Flávio, afirmou publicamente que um eventual governo do senador não privatizaria essas duas instituições nem a Petrobras.

Porém, a declaração não encerrou o debate. Flávio garantiu a um grupo de empresários da Faria Lima que as privatizações vão ocorrer.

Para setores do movimento sindical, a previsão de retomada das desestatizações exige atenção e garantias sobre a manutenção do controle público dos bancos.

Empregos, direitos e benefícios estão entre as preocupações

A possibilidade de mudanças no controle das instituições preocupa representantes dos trabalhadores, que apontam riscos de reestruturações, fechamento de agências, redução de postos de trabalho e alterações nas condições de emprego.

Os sindicatos também defendem a preservação dos direitos previstos nos acordos coletivos, dos benefícios da categoria e das condições de trabalho dos empregados da Caixa e do Banco do Brasil.

O que está em jogo para os clientes

A Caixa e o Banco do Brasil exercem funções importantes no sistema financeiro no país.

A Caixa tem participação central no financiamento habitacional, inclusive em programas de moradia popular, além de operar benefícios sociais e linhas de crédito. O Banco do Brasil atua no financiamento de empresas, no crédito rural e em operações para pessoas físicas.

Uma eventual privatização poderia alterar as prioridades comerciais, a governança e a distribuição dos recursos dessas instituições. Seus efeitos concretos sobre juros, acesso ao crédito, empregos e atendimento dependeriam, porém, dos termos de uma eventual venda e das regras estabelecidas pelo poder público.

Por isso, representantes sindicais defendem que a população considere o futuro dos bancos públicos ao avaliar as propostas econômicas dos candidatos.

O que significa “Fundo Reservado”?

A expressão “Fundo Reservado”, mencionada como destinatário de um suposto aviso de Flávio Bolsonaro sobre a privatização dos bancos, não foi identificada nas fontes consultadas como uma instituição ou entidade específica relacionada a essa proposta.

O que está documentado é a previsão de retomada das desestatizações no programa de governo e, ao mesmo tempo, a declaração pública de seu coordenador econômico de que Caixa e Banco do Brasil não seriam privatizados.

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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