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FLÁVIO BOLSONARO USA HELICÓPTERO LIGADO AO “FARAÓ DOS BITCOINS” NO SÁBADO

Política

Aeronave PT-OUR foi usada pelo candidato do PL para chegar a condomínio na Barra da Tijuca; Polícia Federal já havia apreendido R$ 7 milhões no helicóptero durante investigação sobre esquema de pirâmide financeira.

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, utilizou neste sábado (24) um helicóptero que já foi associado pela Polícia Federal ao transporte de dinheiro de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, investigado por comandar um esquema de pirâmide financeira.

A aeronave foi usada por Flávio para chegar a um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde participou de seu último ato de campanha eleitoral.

Imagens obtidas pelo ICL Notícias e confirmadas pelo Radar Brasileiro mostram o candidato desembarcando do helicóptero de matrícula PT-OUR. Em 2021, a Polícia Federal apreendeu R$ 7 milhões na mesma aeronave, quando três pessoas ligadas a Glaidson embarcavam em Búzios, na Região dos Lagos.

 

Procurado pelo ICL Notícias para comentar o uso do helicóptero, Flávio Bolsonaro não respondeu. O candidato também não respondeu ao Radar Brasileiro. O espaço segue aberto para manifestação.

Helicóptero foi usado no transporte de dinheiro do “Faraó dos Bitcoins”

A investigação da Polícia Federal apontou que Adalberto Salgado Junior, sócio da Fato Gestora, empresa proprietária da aeronave, havia emprestado o helicóptero para o transporte de valores da GAS Consultoria, empresa de Glaidson Acácio dos Santos.

No momento da apreensão, os policiais encontraram R$ 7 milhões com três pessoas ligadas ao empresário, que estavam prestes a embarcar na aeronave em Búzios.

O relatório da PF registrou que “o helicóptero foi emprestado pelo empresário Adalberto Salgado Junior (…) ao empresário e amigo Glaidson Acácio dos Santos”.

A GAS Consultoria foi investigada por operar um esquema de pirâmide financeira envolvendo investimentos em criptomoedas. Glaidson ficou conhecido nacionalmente como “Faraó dos Bitcoins” e foi preso no âmbito das investigações.

O uso da aeronave por Flávio Bolsonaro no encerramento de sua campanha coloca novamente o candidato diante de questões relacionadas a pessoas e empresas que mantiveram relações com investigados por fraudes financeiras.

Escritório de Flávio recebeu R$ 1,3 milhão de ex-sócio do Faraó

O episódio ganha relevância diante de outra revelação publicada pelo ICL Notícias neste sábado (24): o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 1,3 milhão, em 2024, de Tunay Pereira Lima, ex-sócio de Glaidson Acácio dos Santos, preso em 2021 por envolvimento nas fraudes investigadas.

Segundo a reportagem, Flávio atuou na defesa de Tunay. Entretanto, nos autos do processo, o único ato identificado com a assinatura do senador foi um pedido de habeas corpus.

O pagamento de R$ 1,3 milhão ocorreu um mês antes da assinatura do requerimento de soltura do cliente. A reportagem do ICL Notícias não identificou outros atos de Flávio como advogado no processo.

A informação sobre o pagamento e o uso do helicóptero amplia a conexão entre o candidato do PL e pessoas ligadas ao esquema investigado pela Polícia Federal.

Até o momento, não há informação de que Flávio Bolsonaro seja investigado por participação nas fraudes atribuídas a Glaidson Acácio dos Santos. O uso da aeronave, por si só, também não comprova envolvimento do candidato no esquema.

A reportagem do ICL Notícias pode ser consultada neste link.

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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