Quem participa de um conselho de administração ou de um conselho fiscal não recebe salário por aquele posto: recebe jeton, uma remuneração vinculada às reuniões de que participa. A palavra vem do francês jeton de présence — literalmente, a ficha de presença.
Como funciona
Empresas estatais e sociedades de economia mista têm conselhos que fiscalizam e orientam a diretoria. As cadeiras costumam ser preenchidas por indicação do governo que controla a empresa. O valor do jeton é fixado pela assembleia de acionistas e, em estatais, é informação pública.
É um pagamento legal e previsto em lei. O que costuma gerar notícia não é a existência do jeton, e sim três situações: quando o valor é alto em relação ao trabalho efetivo, quando a mesma pessoa acumula assentos em vários conselhos, e quando quem recebe tem pouca presença ou nenhuma qualificação técnica para o setor.
O que costuma ser entendido errado
Jeton não é salário nem “mensalinho”: é vinculado a reuniões. Também não é automaticamente irregular — a cobrança jornalística recai sobre o custo, a frequência e o critério da indicação, não sobre o instrumento em si.
Outro engano comum é confundir conselheiro com funcionário da empresa. Quem senta no conselho normalmente tem outro emprego — inclusive cargo público —, e é justamente essa acumulação que costuma estar no centro das reportagens.
No noticiário do Radar
O termo apareceu na cobertura do rombo da CETESB, em EXCLUSIVO: CETESB acumula rombo de R$ 62 milhões e expõe crise financeira na gestão Tarcísio.