O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que determinou às Forças Armadas norte-americanas que estejam preparadas para lançar um ataque de grandes proporções contra o Irã caso o governo iraniano tente assassiná-lo. A declaração foi publicada pelo republicano na rede social Truth Social.
Na mensagem, Trump afirmou que um eventual atentado contra sua vida desencadearia uma resposta militar imediata dos Estados Unidos.
“Mil mísseis estão travados e carregados, apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros a serem lançados imediatamente em seguida”, escreveu.
Segundo o presidente norte-americano, os militares já receberam instruções para executar a operação, caso o cenário se concretize. Trump afirmou que as Forças Armadas estão preparadas para “dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã” durante um período inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação.
Inteligência israelense
As declarações ocorreram após o governo de Israel compartilhar com autoridades dos Estados Unidos novas informações de inteligência sobre um suposto plano iraniano para assassinar Trump. A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal.
Na quarta-feira (8), durante compromissos relacionados à cúpula da Otan, em Ancara, Trump voltou a mencionar a suposta ameaça iraniana. Ao falar com jornalistas a bordo do Air Force One, afirmou: “Eles querem eliminar o líder dos EUA, eu”.
No dia seguinte, em Mashhad, no Irã, apoiadores reunidos para o cortejo fúnebre do ex-líder supremo Ali Khamenei entoaram palavras de ordem contra o presidente americano.
Entre os gritos registrados estava a frase: “Juro pelo sangue do líder supremo, Trump, nós vamos matar você!”.
Escalada de tensão
As declarações foram divulgadas em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Teerã, após uma nova troca de ataques na região do Estreito de Ormuz, um dos principais corredores marítimos para o transporte mundial de petróleo.
Segundo o Jerusalem Post, Trump conversou por telefone, na noite de quinta-feira, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Durante a ligação, o presidente norte-americano atualizou o premiê israelense sobre as operações militares conduzidas pelos Estados Unidos no Golfo e sobre ataques realizados contra alvos iranianos.
De acordo com a publicação, Netanyahu também apresentou suas preocupações em relação às negociações envolvendo o Irã.