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2º DIA DO CAOS DA CPTM: Tarcísio muda o tom, implora fim da greve e ouve “Marqueteiro”

Brasil

Sob pressão, Tarcísio troca confronto por aceno após estratégia de Duda Lima

Mais uma vez, mais de um milhão de usuários sem transporte público em São Paulo. Trânsito caótico. A Prefeitura foi obrigada a cancelar o rodízio de carros. O segundo dia da greve dos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) provocou uma manhã de caos para milhões de passageiros da Região Metropolitana de São Paulo. As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade são comprometidas com operação comprometida, enquanto o trânsito da capital registrado reflexos diretos, com aumento expressivo da lentidão e sobrecarga no sistema de ônibus.

Diante da pressão provocada pelos transtornos e sem saída, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mudou o tom adotado desde o início do conflito e anunciou que encaminharia à Assembleia Legislativa um projeto de lei para garantir o aproveitamento dos trabalhadores das linhas concedidas à iniciativa privada. O Radar Brasileiro conta pra vocês como Tarcísio decidiu baixar a guarda contra os grevistas.

O objetivo declarado foi retirar o argumento principal da categoria e abrir caminho para o encerramento da paralisação.

“Nós estamos mandando um projeto de lei” para garantir a absorção dos empregados, afirmou o governador ao anunciar a proposta.

Mudança de estratégiaTendencioso

A iniciativa foi interpretada por analistas políticos e adversários do governo como uma tentativa de conter o desgaste provocado pelo debate sobre a privatização das linhas da CPTM, tema que ganhou força após sucessivas falhas registradas nas linhas já concedidas à iniciativa privada e, agora, com a greve dos ferroviários.

O governo sustenta que as concessões são permitidas para ampliar investimentos, modernizar o sistema e melhorar a qualidade do transporte.

Já os sindicatos afirmam que a principal preocupação é a preservação dos investimentos e criticam a política de privatizações adotada pelo Palácio dos Bandeirantes.

Projeto foi sugerido por “Marqueteiro”Tendencioso

Em meio ao período eleitoral, os adversários de Tarcísio afirmaram que o governador procura reduzir o desgaste político causado pela pauta das privatizações. Tarcísio propôs mais cautela ao pedido do marqueteiro Duda Lima. Aliados que participaram da reunião argumentaram que a apresentação do projeto para garantir empregos representa uma mudança de postura diante da repercussão negativa da greve e do impacto causado aos usuários do transporte ferroviário.

Até o momento, porém, o governo não anunciou qualquer retrocesso na política de concessões. Ao contrário, continua defendendo que a participação da iniciativa privada é o caminho para ampliar investimentos na malha ferroviária paulista.

Tarcísio chamou greve de “baderna”Verdadeiro

Antes de anunciar uma proposta para garantir os empregos das ferrovias e pedir o fim da paralisação, o governador Tarcísio de Freitas propôs um discurso duro contra o movimento grevista.

No pronunciamento, afirmou que a greve representava uma “aposta na baderna” e declarou que o governo não seria intimidado pela mobilização.

“A aposta na baderna não vai intimidar o governo”, afirmou o governador ao comentar a paralisação.

A declaração foi criticada pelos sindicatos, que afirmam que a greve foi motivada pela preocupação com a privatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e pela ausência de garantias concretas para os trabalhadores. As entidades que sustentam a paralisação são um instrumento legítimo de pressão para garantir direitos e preservar postos de trabalho.

O precedente da Sabesp  Enganoso

O episódio também reabriu discussões sobre a privatização da Sabesp.

Durante o processo de desestatização, o governo paulista afirmou que a operação permitiria ampliar os investimentos e universalizar o saneamento sem prejudicar os consumidores. Após a privatização, os reajustes tarifários passaram a ser alvo de críticas de entidades, parlamentares e movimentos sociais, que afirmam que as contas de água ficaram mais caras para parte dos consumidores.

O governo estadual e a Sabesp, por sua vez, sustentam que os reajustes seguem as regras previstas pela agência reguladora e que os investimentos previstos pela privatização continuam sendo executados.

Pressão sobre o governoVerdadeiro

Enquanto o governo e os sindicatos buscavam um acordo, milhares de passageiros enfrentavam plataformas lotadas, viagens mais demoradas e dificuldades para chegar ao trabalho. A paralisação também causou impacto no trânsito da capital paulista, levando a Prefeitura a suspender o rodízio municipal de veículos.

A greve teve como principal reivindicação de garantias formais de manutenção dos empregos após a concessão das linhas ferroviárias. A proposta apresentada pelo Executivo foi levada à audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho.

 

Ao fim do dia, em assembleia, os ferroviários decidiram encerrar a paralisação após a apresentação das garantias pelo governo estadual.

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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