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Novo lança Ricardo Salles ao Senado com ‘climão’ e desconfiança

Brasil

Ex-ministro acumula críticas por declarações contra mulheres e adversários políticos; recente embate com Marina Silva reacende debate sobre misoginia e violência verbal na política

O Partido Novo oficializou a candidatura do deputado federal Ricardo Salles ao Senado por São Paulo e confirmou apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O lançamento, no entanto, foi ofuscado pela repercussão de novas declarações do ex-ministro do Meio Ambiente contra a ministra Marina Silva (Rede), classificadas por ela como misóginas e exemplos de violência política de gênero.

Durante o evento partidário, Salles voltou a atacar adversários políticos em tom pessoal. Ao comentar a possível candidatura de Marina Silva ao Senado por São Paulo, afirmou que ela seria uma “tartaruga fugida do Acre”, expressão que provocou forte reação da ministra. Marina respondeu classificando a fala como misógina e afirmou que o deputado recorre a ataques pessoais em vez de debater propostas.

A troca de acusações recolocou em evidência uma característica que acompanha Ricardo Salles desde sua atuação como ministro: o estilo de confronto, marcado por declarações agressivas contra adversários, ambientalistas, jornalistas e mulheres que ocupam cargos públicos. Ao longo da carreira política, o parlamentar acumulou episódios de forte repercussão por adotar uma retórica considerada ofensiva por críticos e por organizações da sociedade civil.

Os pré-candidatos ao Senado por SP, Marina, Simone Tebet, Ricardo Salles, André do Prado e Guilherme Derrite

Marina Silva subiu o tom contra Salles

A pré-candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede), reagiu às declarações do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que a chamou de “tartaruga fugida do Acre” durante o encontro nacional do Partido Novo. Sem citar diretamente o adversário em diversos momentos, Marina afirmou que o episódio revela um padrão de ataques direcionados às mulheres na política.

Em resposta, a ex-ministra disse lamentar o tom adotado pelo parlamentar.

“Eu lamento profundamente que um homem use três mulheres para agredir de uma vez, inclusive a dona Lindu, uma pessoa que já não está mais entre nós. A mãe do presidente da República. Se ele faz isso com uma pessoa que já não está mais entre nós, uma batalhadora que criou uma família inteira sozinha, isso só demonstra quem ele é. Uma pessoa que tem ódio pelas mulheres.”

Marina também ironizou o apelido usado por Salles e afirmou que a tentativa de ofensa acabou se transformando em um elogio.

“Primeiro, para uma ambientalista, tartaruga é um elogio. É também símbolo de longevidade. E com certeza ele está falando da minha longevidade política, porque fazer as coisas da forma certa faz com que a gente avance, avance, apesar de pessoas como ele.”

A ex-ministra ainda saiu em defesa de Simone Tebet, também alvo das críticas de Salles.

“A ministra Simone Tebet, nossa pré-candidata, que ele diz coisas terríveis em relação a ela, eu acho que é inveja.”

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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