A gestão dos resíduos sólidos em São Paulo continua enfrentando desafios estruturais, segundo levantamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) e inventários técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). Os documentos mostram que, ao longo dos últimos anos, permanecem problemas recorrentes na operação de aterros sanitários, na coleta seletiva, no licenciamento ambiental e na coordenação entre Estado e municípios.
Apesar dos sucessivos alertas do Tribunal de Contas sobre as fragilidades da gestão de resíduos sólidos, a resposta do governador Tarcísio de Freitas permaneceu aquém da demanda apresentada pelos municípios.
A situação é considerada preocupante porque São Paulo concentra a maior geração de resíduos urbanos do país, produzindo cerca de 40 mil toneladas de lixo por dia, o que exige um sistema integrado de tratamento, transporte e destinação final ambientalmente adequada.

Os relatórios de fiscalização do TCESP apontam que, apesar dos avanços pontuais, não houve mudanças estruturais capazes de alterar significativamente o modelo predominante, ainda baseado na responsabilidade individual dos municípios e na destinação em aterros sanitários.
Fiscalização identifica irregularidades em mais de 80% dos aterros
Na mais recente Fiscalização Ordenada sobre resíduos sólidos urbanos, o Tribunal de Contas encontrou uma série de irregularidades consideradas relevantes para a prestação do serviço público.


