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Governo anuncia renegociação de até R$ 100 bilhões em dívidas rurais

Política

Medida Provisória prevê renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas do setor agropecuário, com prazo de até oito anos para pagamento e taxas de juros reduzidas para produtores afetados por eventos climáticos.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciaram nesta quarta-feira (15) um acordo para permitir a renegociação de dívidas de produtores rurais por meio de uma . A estimativa do governo é que a iniciativa possibilite a renegociação de aproximadamente R$ 100 bilhões em débitos do setor agropecuário.

Juros da renegociação de dívidas rurais
Comparação das taxas anuais previstas na Medida Provisória para produtores rurais.

Segundo Hugo Motta, o entendimento foi construído após divergências entre o governo e o texto aprovado pelo Senado. O parlamentar afirmou que promoveu uma rodada de negociações com representantes do Executivo, do Congresso e do agronegócio para chegar a uma solução que classificou como “equilibrada” e capaz de atender às demandas do setor sem comprometer a responsabilidade fiscal.

O acordo foi fechado após uma reunião realizada na residência oficial da Presidência da Câmara. Participaram do encontro, além de Motta e Durigan, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros parlamentares envolvidos nas negociações.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida prevê prazo de até oito anos para o pagamento das dívidas de produtores que registraram perdas de safra de pelo menos 30% em razão de eventos climáticos extremos ou da queda nos preços dos produtos agrícolas. Nesses casos, não será exigido pagamento de entrada para adesão ao programa.

A proposta também estabelece condições diferenciadas de financiamento. Para produtores prejudicados por eventos climáticos, as taxas de juros serão de 5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 8% ao ano para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e 11% ao ano para grandes produtores.

Nos demais casos, incluindo dívidas relacionadas às oscilações dos preços agrícolas, as taxas serão de 6% ao ano para o Pronaf, 9% ao ano para o Pronamp e 12% ao ano para produtores de maior porte.

Segundo Dario Durigan, o texto foi elaborado para conciliar o apoio aos produtores rurais com as regras de equilíbrio das contas públicas. O ministro afirmou que a proposta representa um consenso entre o governo e o Congresso e busca oferecer condições para que agricultores afetados por crises climáticas e de mercado consigam reorganizar sua situação financeira sem comprometer a sustentabilidade fiscal do país.

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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