Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça-feira (28) a ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, mobilizando equipes de emergência, interrompendo serviços de transporte e provocando um alerta de tsunami para parte da costa do país.
Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o tremor teve epicentro próximo à província de Kumamoto, a cerca de 10 quilômetros de profundidade, sendo sentido com intensidade em diversas cidades da região. Logo após o abalo, o governo japonês emitiu alertas para possíveis ondas de até um metro de altura, mas o aviso foi retirado algumas horas depois, após a redução do risco.
Até o momento, os números oficiais e os balanços divulgados pelas autoridades apontam:
- Magnitude: 7,1;
- Epicentro: costa da ilha de Kyushu, próximo à província de Kumamoto;
- Profundidade: aproximadamente 10 quilômetros;
- Mais de 80 pessoas feridas;
- Ao menos uma morte confirmada, após o desabamento de uma residência;
- Cerca de 300 mil pessoas receberam ordens ou recomendações de evacuação;
- Mais de 40 mil imóveis ficaram temporariamente sem energia elétrica;
- Diversos edifícios, casas e estradas sofreram danos estruturais;
- Um centro comercial registrou uma explosão e desabamentos parciais, deixando pessoas presas sob os escombros;
- Foram registrados incêndios, interrupções no serviço ferroviário de alta velocidade (Shinkansen) e o descarrilamento de um trem de carga.
As equipes de resgate seguem trabalhando na localização de desaparecidos e na retirada de vítimas dos escombros. As autoridades japonesas alertam para a possibilidade de fortes réplicas nos próximos dias e mantêm parte da população em estado de atenção.
Apesar da força do terremoto, as inspeções iniciais indicam que as usinas nucleares de Sendai e Genkai não sofreram danos, segundo informações divulgadas pelo governo japonês.
O Japão está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, região que concentra intensa atividade sísmica e vulcânica. Estima-se que cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6 registrados no planeta ocorram no arquipélago, que possui um dos sistemas de monitoramento sísmico e de alerta mais avançados do mundo.
As autoridades continuam avaliando a extensão dos danos, e os números de mortos, feridos e desaparecidos poderão ser atualizados nas próximas horas à medida que as operações de busca avançam.