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O PLANO DE FLÁVIO 6X1 REVELADO NO ‘TWITTER’: VOTA A FAVOR E SE ELEITO MUDA A REGRA

Política

Publicação de Paulo Figueiredo expõe a estratégia defendida por aliados de Flávio: votar pelo fim da escala 6x1, mas mudar as regras depois, com a adoção do pagamento por hora trabalhada. A mudança pode comprometer a renda e as garantias de quem trabalha no comércio, nos serviços e em outras categorias.

O texto publicado por Paulo Figueiredo nesta terça-feira (13) apresenta uma estratégia política que merece atenção: Flávio Bolsonaro deve votar a favor do fim da escala 6×1, mas, se for eleito presidente, pretende defender mudanças nas regras trabalhistas, incluindo a possibilidade de pagamento por hora, com redução salarial. 

CLIQUE É VEJA O POST DE PAULO FIGUEIREDO AFIRMANDO QUE A REGRA MUDARÁ SE FLÁVIO FOR ELEITO 

Flávio Bolsonaro pode estar tentando enganar a população ao anunciar apoio ao fim da escala 6×1 enquanto seus aliados defendem um modelo de remuneração por hora trabalhada.

A publicação de Paulo Figueiredo levanta o plano bolsonarista: o candidato promete acabar com a escala atual, mas pretende mudar as regras de contratação se chegar à Presidência? Sim. O trabalhador precisa conhecer o plano completo, e não apenas a promessa feita durante a campanha.

Flávio declarou que votará a favor do fim da escala 6×1, reconhecendo que a maioria dos trabalhadores brasileiros quer a mudança. A declaração, porém, veio acompanhada de uma mudança ainda mais drástica: se eleito, o trabalhador passará a ganhar por hora com remuneração proporcional ou menor às horas trabalhadas do regime já estabelecido na CLT.

A mudança de posição ocorre às vésperas da votação no Senado e em meio à disputa eleitoral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que colocou a redução da jornada de trabalho entre as principais bandeiras de sua campanha.

Até poucos dias antes, Flávio classificava a iniciativa do governo como oportunista e defendia uma alternativa baseada na flexibilização das jornadas e no pagamento por hora, tirando os principais benefícios do trabalhador.

O QUE PREVÊ A PROPOSTA DE LULA – 6X1

XA diferença entre as propostas é decisiva. O texto defendido pelo governo Lula prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso por semana e sem redução salarial, após o período de transição previsto na proposta. Garantindo todos os direitos trabalhistas ao trabalhador.

Dois dias de folga por semana

A proposta prevê a substituição da escala 6×1 pela escala 5×2: cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado. Os dias de folga podem variar conforme a atividade e as regras aplicáveis.

Menos horas de trabalho

O limite semanal cairia de 44 para 40 horas. São quatro horas a menos por semana, sem contar eventuais diferenças na distribuição da jornada.

Salário sem redução

O trabalhador não teria o salário diminuído por causa da redução da jornada. A proposta busca impedir que o empregado receba menos por trabalhar menos horas.

Mais tempo com a família

Dois dias de descanso podem facilitar o convívio com filhos, o acompanhamento dos estudos, os cuidados com a casa e a realização de atividades pessoais.

Mais tempo para estudar e descansar

A redução pode abrir espaço para cursos, qualificação profissional, lazer e recuperação física e mental, especialmente para quem passa seis dias por semana trabalhando.

O QUE FLÁVIO PENSA SOBRE A ESCALA 6X1

Já o modelo defendido por Flávio prevê remuneração proporcional ou menor às horas trabalhadas. Na prática, se o trabalhador tiver menos horas disponíveis ou precisar reduzir sua jornada, poderá receber menos no fim do mês.

A proposta também mantém aberta a possibilidade de jornadas mais extensas, dentro dos limites legais aplicáveis, caso o empregado precise trabalhar mais para complementar a renda.

Pagamento por hora trabalhada: em vez de garantir a redução da jornada para 40 horas semanais com salário preservado, sua proposta prevê remuneração proporcional às horas trabalhadas, mantendo a escala do jeito que está. O trabalhador pode trabalhar ainda mais e sem os dois dias de descanso.

Jornada flexível: o trabalhador poderia escolher quantas horas trabalhar, segundo a proposta apresentada por Flávio, com a possibilidade do patrão reduzir o valor da hora trabalhada.

Manutenção da possibilidade de trabalhar até 44 horas semanais: a alternativa articulada por aliados do PL não estabelece a mesma redução de jornada defendida pelo governo Lula.

Para causar medo na população, Flávio Bolsonaro afirmou que a proposta poderia provocar desemprego, aumentar custos para as empresas e elevar o custo de vida.

FLÁVIO MUDA O VOTO E MANTÉM PLANO SECRETO

Em maio, Flávio já havia apresentado a remuneração por hora como alternativa ao fim da escala 6×1. Em outubro, voltou a defender essa ideia, alegando que o trabalhador deveria ter liberdade para escolher quantas horas trabalhar.

Agora, com o anúncio de voto favorável à PEC, o candidato procura conciliar o apoio formal à medida com a manutenção de sua proposta alternativa. A declaração não significa, por si só, que ele tenha abandonado a ideia de flexibilizar a jornada ou que tenha prometido restaurar a escala 6×1 caso seja eleito.

 

Sobre o autor Maicon Mendes Redação · Radar Brasileiro

Jornalista com trajetória construída nos principais grupos de comunicação do país, como Grupo Globo, SBT, Record, Band, Jovem Pan News, RedeTV! e Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como apresentador de telejornais, repórter investigativo e enviado especial na cobertura dos principais acontecimentos do país, acompanhando de perto temas de interesse público nas áreas de política, economia, cidades e atualidade. Sempre se destacou com fatos exclusivos envolvendo os bastidores da notícia.

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